Empresas e tesourarias
Quem administra caixa em cripto responde por uma exposição de outra natureza
Concentração em um único custodiante, posição operacional imobilizada em protocolos, delegação a validadores e dependência de uma corretora para liquidez. A exposição de uma tesouraria não é a de uma carteira pessoal ampliada - é outra categoria de risco, e reclama outro instrumento.
Nenhuma apólice é emitida hoje. Esta conversa trata de desenho e exposição.
Interlocutores
A quem esta conversa se dirige
Quatro arranjos em que a exposição deixa de ser patrimonial e passa a ser operacional - e, por isso, deixa de caber num seguro convencional.
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Tesourarias com reserva denominada em cripto
Reserva imobilizada concentra risco de custódia e de paridade - precisamente os dois que menos se manifestam na rotina e mais oneram quando se manifestam.
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Operações com posição viva em protocolos
Quem mantém posição em protocolo por imposição operacional carrega risco de código de modo contínuo, e não como escolha de investimento.
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Estruturas que delegam a validadores
A delegação reparte o rendimento; jamais a penalidade. A falha do operador recai sobre quem delegou.
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Quem depende de corretora para liquidez
Saldo em corretora é assento contábil interno dela. Enquanto os saques honram, a distinção permanece invisível.
Perímetro
As famílias que mais frequentemente alcançam uma tesouraria
Quatro das sete, eleitas por recorrência em arranjos corporativos - não por gravidade. As sete permanecem publicadas, e a que alcança a sua estrutura decorre do arranjo dela, não desta seleção.
- Falha de custódia Quem detinha a guarda dos seus ativos deixa de poder restituí-los.
- Perda de paridade (depeg) O ativo que prometia valer sempre o mesmo desgarra-se da referência e não retorna.
- Penalidade de validador (slashing) A própria rede confisca parte do depósito porque o validador infringiu a regra de consenso.
- Falha de exchange centralizada A corretora suspende os saques e o saldo, na prática, deixa de ser seu.
Rito
Como se conduz uma conversa corporativa
Não há proposta automática nem cotação por formulário. A exposição de uma tesouraria não se reduz a três campos, e fingir que se reduz é o primeiro erro de subscrição.
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Abertura
Pelo canal oficial, acompanhada da descrição do arranjo: onde repousam os ativos, em que redes, sob qual custódia e com que exposição operacional.
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Mapeamento da exposição
Determinamos quais das sete famílias de risco alcançam o seu arranjo e quais não o alcançam. A segunda relação costuma ser a mais instrutiva das duas.
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Alcance reduzido a escrito
Objeto coberto, exclusões, prazos de sinistro e critérios de elegibilidade são redigidos e publicados como versão antes de qualquer contratação.
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Contratação e acompanhamento
A contratação ocorre na plataforma, com os endereços protegidos declarados, e o acompanhamento permanece na área autenticada da sua conta.
Reservas
Os limites desta conversa, enunciados antes dela
Um comprador institucional decide pelo que lhe é negado tanto quanto pelo que lhe é oferecido. Estas quatro reservas vêm antes da primeira reunião, e não depois.
- Nenhuma cobertura sob medida está assegurada. O que existe é o acervo publicado; um desenho particular depende de deliberação do operador e pode não se concretizar.
- Não divulgamos nome de cliente, depoimento ou estudo de caso. Não possuímos nenhum, e recorrer aos de terceiros seria falso.
- Nenhum prazo comercial é prometido nesta página: não há acordo de nível de serviço definido para atendimento corporativo.
- O produto não se encontra aberto à contratação. Uma conversa hoje versa sobre desenho e exposição, não sobre a emissão de uma apólice.
Antes da primeira reunião
As perguntas de quem decide
As quatro que antecedem qualquer agenda. Para o conjunto completo, consulte as perguntas frequentes.
Firmam acordo de confidencialidade antes da conversa?
Trate a primeira conversa como não confidencial e não compartilhe informação sensível nela. Qualquer acordo depende de deliberação jurídica da entidade responsável - que é, precisamente, uma das configurações ainda pendentes deste produto.
Há cobertura para o nosso arranjo específico?
Só existe cobertura para o que consta do acervo publicado. Um desenho particular é deliberação do operador e não pode ser prometido por esta página. As sete famílias de risco delimitam o que o produto reconhece hoje.
Qual o capital máximo protegido por cobertura?
Cada cobertura publica a própria faixa mínima e máxima e a capacidade remanescente, apurada a partir das apólices vigentes. Esses valores residem na página da própria cobertura; não há teto único de produto.
Realizam diligência sobre o nosso custodiante?
Não. Não avaliamos, recomendamos nem certificamos custodiantes, protocolos ou corretoras. Uma cobertura descreve em que hipótese ela vale - não constitui parecer sobre a idoneidade de terceiro.
Comece pela exposição, não pelo acervo.
Descreva o arranjo e diremos quais famílias de risco o alcançam - inclusive quando a resposta for que nenhuma cobertura publicada lhe serve.
Nenhum acordo de nível de serviço foi definido para atendimento corporativo, e nenhum prazo de resposta é prometido nesta página.