Família de risco
Falha de custódia
Perda causada por quem detinha a guarda dos ativos - o custodiante perde as chaves, sofre um comprometimento interno ou passa a não conseguir honrar a devolução do que guardava.
Como acontece
- Os ativos ficam sob controle de um terceiro, que detém as chaves e opera a movimentação.
- O comprometimento acontece dentro dessa fronteira: chave exposta, processo interno contornado ou acesso privilegiado usado de forma indevida.
- Do lado de fora nada muda até o momento em que um saque deixa de ser processado.
Um exemplo, sem nome próprio
Uma estrutura de assinatura múltipla é montada com três signatários, mas os três operam a partir do mesmo processo interno e do mesmo dispositivo de referência. O que parecia exigir três decisões independentes passa a exigir apenas uma, e a redundância que justificava a arquitetura não existe na prática.
O exemplo descreve o mecanismo, e não um incidente real. Casos concretos deste segmento pertencem a quem os viveu, e apresentá-los aqui sugeriria envolvimento que não houve.
Qual é o impacto
A perda pode ser total e costuma vir acompanhada de incerteza sobre o prazo: a devolução depende de um processo de recuperação sobre o qual quem depositou não tem visibilidade.
O que reduz a exposição
- Separe reservas entre custódia própria e custódia de terceiros, em vez de concentrar tudo em um arranjo.
- Peça ao custodiante a descrição do modelo de chaves e a independência real entre os signatários - não apenas quantos são.
- Verifique se existe evidência periódica de reservas e quem a produz.
O que um sinistro desta família precisa provar
- Comprovante da posição sob custódia antes do evento.
- A comunicação oficial do custodiante sobre a interrupção ou o comprometimento.
- O endereço protegido declarado na contratação, quando a custódia for endereçável.
A exigência exata é a da versão publicada do contrato da cobertura contratada. Esta lista é o que costuma ser necessário nesta família.
Coberturas desta família
O que o operador já publicou para falha de custódia.
Nenhuma cobertura desta família foi publicada até agora. O risco continua reconhecido pelo produto - o que ainda não existe é a oferta correspondente.
Se acontecer, o processo é este.
A análise de um sinistro segue a mesma máquina de estados para todas as famílias, com um segundo aprovador obrigatório nas decisões que criam obrigação.