Família de risco
Perda de paridade (depeg)
Perda causada por um ativo que promete manter paridade com uma referência - uma moeda, um metal, outro token - e deixa de mantê-la de forma sustentada.
Como acontece
- O ativo sustenta a paridade por um mecanismo: reserva declarada, arbitragem, resgate direto ou incentivo algorítmico.
- Quando o mecanismo é testado por resgates simultâneos, o preço de mercado se descola da referência.
- Se o desvio se sustenta além de uma janela e de uma margem definidas em contrato, ele deixa de ser volatilidade e passa a ser perda de paridade.
Um exemplo, sem nome próprio
Um ativo mantém a paridade porque quem tem o token pode resgatá-lo por um dólar a qualquer momento. Se o resgate depende de uma conta bancária específica e essa conta é congelada num fim de semana, a promessa continua escrita mas ninguém consegue exercê-la - e o preço passa a refletir a dúvida, não a reserva.
O exemplo descreve o mecanismo, e não um incidente real. Casos concretos deste segmento pertencem a quem os viveu, e apresentá-los aqui sugeriria envolvimento que não houve.
Qual é o impacto
A perda raramente é total, mas atinge posições inteiras de uma vez: quem usava o ativo como reserva de caixa descobre que a reserva encolheu sem ter feito nenhuma operação.
O que reduz a exposição
- Leia como a paridade é sustentada e quem pode interromper o resgate.
- Não trate um ativo pareado como caixa: mantenha mais de um, de mecanismos diferentes.
- Observe a profundidade do mercado do par, não só a cotação - a cotação é a última coisa a ceder.
O que um sinistro desta família precisa provar
- O ativo, a rede e a posição detida no momento do evento.
- A série de preços da referência pública usada no contrato de cobertura.
- O endereço protegido declarado na contratação.
A exigência exata é a da versão publicada do contrato da cobertura contratada. Esta lista é o que costuma ser necessário nesta família.
Coberturas desta família
O que o operador já publicou para perda de paridade (depeg).
Nenhuma cobertura desta família foi publicada até agora. O risco continua reconhecido pelo produto - o que ainda não existe é a oferta correspondente.
Se acontecer, o processo é este.
A análise de um sinistro segue a mesma máquina de estados para todas as famílias, com um segundo aprovador obrigatório nas decisões que criam obrigação.