O que uma autorização realmente concede
Para usar a maioria dos protocolos, você autoriza um contrato a movimentar um ativo da sua carteira. A autorização é uma transação como outra qualquer, e é fácil aprová-la sem ler o que ela diz.
Duas características fazem dela um risco duradouro. A primeira é o valor: muitas interfaces pedem autorização ilimitada por padrão, porque isso evita uma segunda confirmação depois. A segunda é o prazo: ela não expira. Continua válida depois de você parar de usar o protocolo, depois de mudar de estratégia, depois de esquecer que existia.
Por que isso importa mesmo sem você fazer nada
Se o contrato autorizado vier a se comportar de forma não pretendida - por falha de lógica, por permissão exposta ou por comprometimento de quem o controla -, a autorização que você concedeu meses atrás continua valendo. O saldo pode sair sem você assinar nada de novo.
É por isso que a exposição a protocolos não termina quando você para de usá-los. Ela termina quando você revoga.
A higiene que resolve
Revise as autorizações periodicamente e revogue as que não estão em uso. Prefira autorizar o valor necessário em vez do valor ilimitado, mesmo custando uma confirmação a mais. E separe carteiras por função: uma para interagir com protocolos, outra para guardar o que não deve interagir com nada.
É a medida de segurança de melhor relação entre esforço e efeito nesta lista inteira - e é a que menos gente aplica.