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Riscos

As sete famílias de risco em ativos digitais

Um mapa das exposições que só existem em cripto, e o que distingue uma da outra na hora de decidir o que proteger.

Leitura estimada de 8 min

Um vocabulário fechado, e por quê

Risco em cripto costuma ser discutido com palavras elásticas: “hack”, “exploit”, “rug”. Elas descrevem o sentimento do episódio, não o mecanismo - e um contrato de cobertura não pode ser escrito sobre sentimento.

Um vocabulário fechado resolve isso. Sete famílias, cada uma com um mecanismo próprio: falha de protocolo, falha de custódia, perda de paridade, falha de ponte, penalidade de validador, falha de exchange centralizada e uma sétima família aberta para riscos específicos que não cabem nas seis.

Fechar a lista tem uma consequência prática importante: uma cobertura só pode ser publicada dentro de uma das sete. Isso impede que apareça uma categoria nova que nenhuma página explica e que nenhum contrato define.

O eixo que separa as famílias: onde estava a confiança

A maneira mais útil de distinguir as famílias é perguntar em quem você estava confiando quando a perda aconteceu.

Se a confiança estava no código, é falha de protocolo. Se estava em uma empresa que guardava as chaves, é custódia. Se estava numa promessa de paridade, é depeg. Se estava na infraestrutura que move valor entre redes, é ponte. Se estava num operador de validador, é slashing. Se estava numa corretora centralizada, é falha de exchange.

Essa pergunta também revela concentração. Muita gente descobre, ao respondê-la para cada posição, que três exposições diferentes acabam apoiadas no mesmo terceiro - e concentração é o que transforma um incidente localizado em perda total.

Mapear antes de proteger

Antes de escolher qualquer cobertura, vale montar uma lista simples: cada posição, em que rede está, sob a guarda de quem, e a qual das sete famílias ela expõe você.

O exercício quase sempre produz duas descobertas. A primeira é uma exposição que ninguém tinha nomeado. A segunda é que parte do que parecia precisar de cobertura na verdade precisa de mudança de arranjo - e mudar o arranjo é sempre mais barato do que segurá-lo.

Material educativo. Não é recomendação de investimento, e a Finovex não avalia, recomenda nem certifica protocolos, custodiantes ou exchanges. O que uma cobertura protege é o que a versão publicada do contrato dela listar.

Veja o que já está publicado.

As sete famílias de risco e o catálogo de coberturas mostram como cada um desses riscos é tratado pelo produto.