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Custódia

Custódia própria ou de terceiro: o que muda no risco

Guardar as próprias chaves não elimina risco - troca um conjunto por outro. O que cada arranjo carrega, e onde a cobertura entra.

Leitura estimada de 7 min

Não existe arranjo sem risco

A discussão sobre custódia costuma ser apresentada como uma escolha entre segurança e conveniência. É uma simplificação ruim: os dois arranjos têm risco, só que de naturezas diferentes, e a escolha certa depende de quem opera.

Na custódia própria, o risco é concentrado em você: perda de chave, cópia mal guardada, dispositivo comprometido, sucessão não planejada. Nenhum desses é segurável, porque todos são erro próprio de operação - e essa é a parte que a maioria das pessoas descobre tarde.

Na custódia de terceiro, o risco muda de dono, mas não some. Passa a ser a solidez daquela empresa, a independência real dos seus signatários, o processo interno e a capacidade dela de devolver o que guardava. Esse risco é, esse sim, o objeto de uma cobertura.

A pergunta que revela a redundância de mentira

Custodiantes descrevem a sua arquitetura pelo número de assinaturas: “três de cinco”, “quatro de sete”. O número sozinho não diz muita coisa. A pergunta útil é outra: as chaves são operadas por pessoas diferentes, em lugares diferentes, com processos diferentes?

Se as três assinaturas exigidas partem do mesmo processo interno, do mesmo escritório e do mesmo tipo de dispositivo, o que parecia exigir três decisões independentes exige, na prática, uma. A redundância existe no diagrama e não existe no risco.

Distribuir é mais barato do que segurar

Quando a resposta for desconfortável, a primeira reação não deveria ser contratar cobertura. Deveria ser distribuir: parte em custódia própria bem operada, parte com custodiantes distintos, nenhum arranjo concentrando o que você não pode perder.

Cobertura entra depois disso, sobre o risco residual - o que continua exposto mesmo com o arranjo já melhorado. Contratar proteção sobre um arranjo concentrado é pagar duas vezes pelo mesmo problema.

Material educativo. Não é recomendação de investimento, e a Finovex não avalia, recomenda nem certifica protocolos, custodiantes ou exchanges. O que uma cobertura protege é o que a versão publicada do contrato dela listar.

Família de risco relacionada Falha de custódia

Veja o que já está publicado.

As sete famílias de risco e o catálogo de coberturas mostram como cada um desses riscos é tratado pelo produto.